27 de Agosto de 2009

Azougue Editorial e IMS convidam para o lançamento de Eduardo Coutinho e Ismail Xavier

Data: 22 de Agosto de 2009

LOCAL: INSTITUTO MOREIRA SALLES

As 18h30h mesa de debates com a participação de Eduardo Coutinho, Ismail Xavier e José Carlos Avellar, e lançamento dos livros da coleção Encontros da editora Azougue: Eduardo Coutinho e Ismail Xavier.

 

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12 de Agosto de 2009

Eduardo Coutinho

Em Coutinho, o falar é sempre um gesto ao vivo, orgânico, onde o corpo, a presença é primordial porque nela estão prentes as pausas, os silêncios, as mudanças de tom facial, o abismo da proposição política que é a afirmação do espírito como ato, como atualização de afetos diante de qualquer desejo burocrático de univocidade do individuo ou de massificação (povo) de quem fala.
Os personagens não-ficcionais de Coutinho não são pessoas reais a serem desveladas, são, sim, duplos fabulares que se propagam pela vontade de afirmação, imaginação e narratividade de quem, como diz Coutinho, faz o filme JUNTO com ele.

Felipe Bragança, organizador de Encontros| Eduardo Coutinho da Azougue Editorial.

 

Segue trecho da entrevista publicada e 2003 na revista Cinestesia:

[Eduardo Coutinho] Nenhum filme filma a verdade.Se você fizer um filme etnográfico,a câmera ficar parada três horas no quintal e depois quatro horas em uma mulher socando o pilão, é uma ilusão que o cineasta está conhecendo o real. Ele está documentando um encontro entre o cineasta e o mundo, sempre. Eu não filmo senão esse encontro, filmo uma relação.

 

Para conhecer Encontros|Eduardo Coutinho, livro que reúne as principais entrevistas deste grande nome do cinema brasileiro.

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10 de Julho de 2009

Rogério Sganzerla, 1966

O cinema que Rogério Sganzerla defendeu por toda a sua vida não é o da afirmação de um conceito fechado, mas o da descoberta, da dúvida e do desejo de avançar um pouco mais sobre os limites que reduzem a arte a ciclos estéticos.
Rogério tinha alma livre que permitia se deixar atravessar pela ambiguidade. Mas, por trás dessa transgressão transformadora que o moldou, em cada uma das entrevistas ele praticava o exercício da coerência, de um raciocínio brilhante esculpido ao longo de quatro décadas dedicadas ao oráculo cinematográfico.

Roberta Canuto, organizadora de Encontros | Rogério Sganzerla da Azougue Editorial que publicou também Por um cinema sem limite de Sganzerla.

Segue trecho de entrevista de 1966 no Jornal do Brasil:
[Rogério Sganzerla] Todos pretendem fazer denúncias através do cinema. Eu também. Mas não me interessa constatar o desespero das almas sem Deus, a psicologia feminina e incomunicabilidade. Não gosto de Bolognini, Zurlini, Malle, Visconti e a maioria das fitas de Bergman, salvo Mônica e Noite de circo. Opto pela denúncia global da alma e do corpo subdesenvolvido, isto é, do homem brasileiro. No Brasil está tudo contra o cineasta - falta de capitais, inexperiência, sabotagens por parte de interesses externos. Nesse clima de subdesenvolvimento e miséria só há uma condição positiva para o cineasta: liberdade. Sem ela não há nada!

 Para conhecer Encontros | Rogério Sganzerla, livro que reúne as principais entrevistas de um dos grandes pensadores do nosso cinema.

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