ensaio > Nove abraços no inapreensível - filosofia e arte em Giorgio AgambenNove abraços no inapreensível – filosofia e arte em Giorgio Agamben é uma coletânea de ensaios sobre a obra filósofo italiano, que reúne Sueli Cavendish, Alberto Pucheu, Susana Scramim, Cláudio Oliveira, João Barrento, Sabrina Sedlamayer, Antonio Teixeira, Carlos Eduardo Schmidt Capela, Raul Antelo.
Giorgio Agamben é filósofo, crítico literário, tradutor, e crítico da política internacional. Italiano de Roma, nasce em 1942. Hoje leciona Estética e Filosofia na Universidade de Veneza. É responsável pela edição italiana da obra de Walter Benjamin. É autor juntamente com Gilles Deleuze de trabalhos sobre teoria literária e filosofia, é um dos filósofos mais discutidos de sua geração.
“Gostaria de me apropriar do ‘jovem Agamben’ para designar tanto os livrar anteriores a Homo sacer quanto aqueles que, mesmo posteriores a ele, Categorias italianas e Profanações, explicitam a força maior da temática presente desde O homem sem conteúdo. De uma filosofia vigorosamente atrelada à literatura, à poesia, à arte, à estética, à crítica, à poética, à linguagem e, também, à política. Privilegiar tal diagonal é mostrar reflexões decisivas sobre um Agamben menos conhecido e estudado. Esse Agamben é igualmente um dos filósofos mais importantes do mundo, com contribuições de pensamento das mais exigentes, necessárias e criadoras de nosso tempo.” Trecho da orelha de Alberto Pucheu, organizador do volume
O homem sem conteúdo, de Sueli Cavendish
“O impulso de Agamben em cada um dos capítulos do seu primeiro livro é sempre na direção da transcendência da dimensão estética, onde se respira a atmosfera pesada do sonho. A abolição da estética, cujo itinerário na terra já alcança seu limite, significa, para Agamben, assumir a utopia de que ao homem é dado reconquistar a sua prática, a sua práxis, o seu espaço e o seu conhecimento histórico. Em cada um desses textos vemos retornar sempre a exposição das oposições dualistas e a tentativa de reconciliação e religação, tanto pela arte quanto pela filosofia, em que a verdade enfim não seja mais postergada, verdade que ele ousa colocar em termos do abandono da terra desolada da arte na era moderna, do êxodo final do homem deste entremundo que ele habita para outro, no qual possa recuperar a medida original da sua existência no presente e assim recuperar a cada momento o significado da sua ação. Há um problema de excesso de sentido na utopia de Agamben. Vemo-nos diante da alternativa de abandonar o território atemporal e etéreo construído na transcendência e na reflexividade para a rua de mão única, espécie de beco sem saída do sentido. Mas, de novo indagamos, poderia não ser este um beco e sim uma via, plena de saídas e de sentidos?”
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