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Capa Acerca do Poema de Parmênides
  • Preço
  • 42.00
  • Nº Páginas
  • 240
  • ISBN
  • 9788579200113
ApresentacaoAutorLivroFragmentos

poesia > Acerca do Poema de Parmênides

Neste volume publicamos as conferências sobre o POEMA DE PARMÊNIDES apresentadas no I Simpósio Internacional OUSIA de Estudos Clássicos.
Parmênides de Eléa Filósofo pré-socrático, matemático e poeta grego, natural de Eléia, hoje Vélia, na Magna Grécia, sul da Itália, entre o pontal Licosa e o cabo Palinuro, que inaugurou o pensamento metafísico que, sistematizado no platonismo, entende como ilusório o mundo dos sentidos. Reconhecido já na antiguidade como um sábio importante, a maior figura da escola a que pertenceu, talvez o mais profundo de todos pressocráticos. Sabe-se que como legislador em Eléia, deu leis aos seus concidadãos, o que significa haver ocupado posição de destaque em sua cidade, uma então recente fundação dos jônios. Lá teria também fundado uma escola semelhante aos institutos pitagóricos, para o ensino da dialética, foi discípulo do pitagórico Amínias e seguidor de Xenófanesde Cólofon. Seus seguidores, os eleáticos, entre os quais o mais famoso foi Zenão (também escrito Zeno ou Zenon) de Elea, opunham-se às idéias numéricas dos pitagóricos, ao mobilismo de Heráclito e à toda a filosofia jônica, atacando os conceitos de multiplicidade e divisibilidade, defendendo, em oposição, a unidade e a permanência do ser. Admirado por Aristóteles e por Platão, que deu seu nome a um dos Diálogos e em O Sofista o denominou de O Grande Parmênides. Formulou pela primeira vez o princípio de identidade, segundo ele o que está fora do ser não é ser, o não-ser é nada, portanto o ser é um. Sua principal e única obra conhecida e da qual ainda restam fragmentos, é um longo poema filosófico em duas partes e 150 versos, Da natureza ou Sobre a verdade, onde dois terços se referem à metafísica e um terço à física. Defendia a forma esférica da Terra.
O Poema de Parmênides continua sendo o marco filosófico que nos põe ainda hoje e sempre na tarefa de pensar. É tanto uma obra incontornável da tradição ocidental quanto um poço de onde jorra sempre uma renovada experiência, inesgotável em sua criatividade e provocação. Não há como resolver seus tantos enigmas -mas nunca cansamos nem descansamos de lê-lo e interpretá-lo. O leitor está agora convidado a participar do prazer de tratar sobre esse poema e a beber conosco um vinho ainda frutado em sua maturidade de quase três milênios.
[...] Em conclusão, podemos dizer que não há uma oposição entre o campo da ciência e o da experiência comun, entre os processos do discurso nacional e o das experiências sensíveis, mas uma continuidade.