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Capa As Três Primeiras PeçasComprar Livro As Três Primeiras Peças
  • Preço
  • 25.00
  • Nº Páginas
  • 156
  • ISBN
  • 9788588338173
ApresentacaoAutorLivroFragmentos

teatro > As Três Primeiras Peças

Primeira edição em livro das primeiras peças do cultuado Antonio Bivar, incluindo Cordélia Brasil e Alzira Power, esta última vencedora do Prêmio Moliére de 1969.
Antonio Bivar nasceu em São Paulo, em 1939. É dramaturgo e escritor. Entre suas peças, destaca-se “Cordélia Brasil” (1967); “O Cão Siamês ou Alzira Power” (1969) e “As raposas do café” (1990, escrita em parceria com Celso Luiz Paulini). É autor dos deliciosos livros de memória “Verdes vales do fim do mundo” (1985) e “Longe daqui aqui mesmo” (1995), onde narra, com personagens como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Jorge Mautner e Zé Vicente, sua aventuras por Londres e Nova York, no começo da década de 1970, e a sua volta para o Brasil. Um dos maiores incentivadores do movimento Punk, organizou o festival O começo do fim do mundo, realizado no Sesc Pompéia, em São Paulo, em 1982, e escreveu no mesmo ano o clássico “O que é Punk”.
No final da década de 1960, uma nova geração de dramaturgos viria impulsionar uma renovação no teatro brasileiro. Eram jovens autores sintonizados com o espírito da época, que criaram textos contestatórios com forte teor existencial – nomes como Plínio Marcos, Zé Vicente, Isabel Câmara, Leilah Assunção, Consuelo de Castro e Antonio Bivar. Este livro, uma co-edição com a Atrito Art, é a primeira edição das três peças iniciais de Antonio Bivar – incluindo “Cordélia Brasil” e “O Cão Siamês ou Alzira Power”, já consideradas clássicos da nossa dramaturgia.
ALZIRA POWER – EPÍLOGO (O público aplaude. Ernesto continua estendido no chão e Alzira faz sinal para que o público cesse os aplausos.) ALZIRA – Alguma coisa vai mal neste país. Vocês acabaram de aplaudir um crime. Vocês acabaram de aplaudir o MEU CRIME. E já que vocês aplaudiram o meu crime, eu vou dar o meu recital. (À vontade) Sabe duma coisa, gente? Eu estou precisando de falar, de falar muito, muito, muito... Mas eu tenho a impressão de que não vou falar é nada. Porque Europa não é América... Espanha não é México... E eu não sou Eva Perón. Quero apenas deixar o meu muito obrigada. Mas muito obrigada mesmo! Blecaute