poesia > Azougue 10 AnosAo longo de 10 anos, a Revista Azougue vem se afirmando, junto ao público leitor e à crítica especializada, como uma das publicações literárias mais importantes do Brasil, publicando autores que se destacam pela independência e singularidade de suas obras no conjunto da produção contemporânea.
Soma-se a esse perfil o formato diferencial da revista, que traz entrevistas e depoimentos, além de uma pequena antologia de cada autor, permitindo que eles mesmos teçam considerações sobre suas próprias obras.
A revista Azougue comemora seus 10 anos com a reunião de 16 poetas (Afonso Henriques Neto, Antonio Fernando de Franceschi, Armando Freitas Filho, Celso Luiz Paulini, Cláudio Willer, Dora Ferreira da Silva, Fernando Ferreira de Loanda, Gerardo Mello Mourão, Hilda Hilst, Leonardo Fróes, Maria Rita Kehl, Orlando Parolini, Paulo Henriques Britto, Roberto Piva, Rodrigo de Haro e Rubens Rodrigues Torres Filho) e quatro prosadores (Campos de Carvalho, J. J. Veiga, Jorge Mautner e Vicente Franz Cecim), que fazem desta edição um livro imperdível para todos os interessados em literatura e cultura brasileira.
Sergio Cohn é poeta e nasceu em São Paulo, em 16 de abril de 1974. Hoje mora no Jardim Botânico, no Rio de Janeiro. Coordena desde 1994 a Revista Azougue, e desde 2001 a Azougue Editorial. Seu primeiro livro, Lábio dos Afogados, foi lançado em 1999, pela Nankin Editorial.
Poesia:Afonso Henriques Neto, Antonio Fernando de Franceschi, Armando Freitas Filho, Celso Luiz Paulini, Cláudio Willer, Dora Ferreira da Silva, Fernando Ferreira de Loanda, Gerardo Mello Mourão, Hilda Hilst, Leonardo Fróes, Maria Rita Kehl, Orlando Parolini, Paulo Henriques Britto, Roberto Piva, Rodrigo de Haro e Rubens Rodrigues Torres Filho.
Prosa:Campos de Carvalho, J.J. Veiga, Jorge Mautner e Vicente Franz Cecim.
Para ser lido ao som de “Jojouka” de Brian Jones.
De tanto te pensar, Sem Nome, me veio a ilusão.
A mesma ilusão
Da égua que sorve a água pensando sorver a Lua
De te pensar me deito nas aguadas
E acredito luzir e estar atada
Ao fulgor do costado de um negro cavalo de cem luas.
De te sonhar, Sem Nome, tenho nada
Mas acredito em mim o ouro e o mundo.
De te amar, possuída de ossos e de abismos
Acredito ter carne e vadiar
Ao redor dos teus cimos. De nunca te tocar
Tocando os outros
Acredito ter mãos, acredito ter boca
Quando só tenho pata e focinho.
Do muito desejar altura e eternidade
Me vem a fantasia de que Existo e Sou.
Quando sou nada: égua fantasmagórica
Sorvendo a lua n'água.
Hilda Hilst
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