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Capa Cinema: Sonho e LucidezComprar Livro Cinema: Sonho e Lucidez
  • Preço
  • 28.00
  • Nº Páginas
  • 176
  • ISBN
  • 9788588338340
ApresentacaoAutorLivroFragmentos

cinema > Cinema: Sonho e Lucidez

O livro Cinema: Sonho e Lucidezé uma coletânea de textos sobre cinema de Coni Campos, cineasta morto em 1988 e considerado um dos mais importantes roteiristas da história do cinema brasileiro, e autor de filmes como Viagem ao Fim do Mundo e Ladrões de Cinema.
Fernando Coni Campos nasceu na Vila de São Francisco de Mombaça (BA), em 15 de abril de 1933, e faleceu no Rio de Janeiro, na véspera de natal de 1988. Trabalhou, no fim da década de 1950, no escritório do arquiteto Lúcio Costa, e no começo da década seguinte com o designer Aloísio Magalhães. Dirigiu os filmes “Morte em três tempos” (1963); “Viagem ao fim do mundo” (1967 – com trilha sonora de Caetano Veloso); “Ladrões de cinema” (1977); e “O mágico e o delegado” (1983).
Os filmes de Fernando Coni Campos são uma ponte entre o Cinema Novo e o Cinema Marginal (ou Udigrudi) e são mais que isso. Suas idéias não se restringem à película. Como se vê neste livro, Coni Campos escreveu e debateu – como seus filmes, não precisou se inscrever em movimentos para ser parte de seu tempo. Não é apenas por trazer questões ainda pendentes que vale a pena rever sua produção, mas sobretudo pela criatividade que fez sua produção ser tão marcante – esta, com certeza, é plenamente atual. É o caso, então, de rever – e de reler.Daniel Caetano
Sobre “Uma nega chamada Tereza”, filme de 1973 estrelado por Jorge Ben: Fiz um filme sobre os anos 70, começando com o Jairzinho ajoelhado, comemorando um gol na copa de 70, no México. Transformei todas as músicas de Jorge Ben em metalinguagem, na tentativa de perguntar que país tropical abençoado por Deus era este? O Jorge cantava uma música que dizia ‘Take it easy my brother Charles’. Enquanto isso, nos EUA, os Panteras Negras discutiam e fermentavam o movimento negro americano. O filme mostra um Pantera Negra tentando convencer Jorge Ben de que o negócio não é ‘tenha calma, meu irmão Charles’, e sim ‘Burn Baby’, palavra de ordem dos Black Panther só imagem, é imagem e som. A palavra faz parte do universo fílmico, por isso precisa ser dita como discurso."