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Capa Reflexão e Moral em KantComprar Livro Reflexão e Moral em Kant
  • Preço
  • 28.00
  • Nº Páginas
  • 196
  • ISBN
  • 9788588338302
ApresentacaoAutorLivroFragmentos

ensaio > Reflexão e Moral em Kant

Este livro fala da filosofia de Kant. Sua perspectiva de análise é bem determinada. Sem pretender uma leitura original desse autor – provavelmente o mais discutido na filosofia de nosso tempo –, esta instigante análise insere-se numa tradição que remonta à obra de Gérard Lebrun, Kant e o fim da metafísica. Partindo da magistral lição ali exposta, Reflexão e moral em Kant oferece uma interpretação simples e parcimoniosa de uma discutida passagem da filosofia kantiana. Recuperando, em linhas gerais, os fios que conduzem, na Crítica da razão prática e na Crítica do Juízo, de uma moral esboçada ao seu lugar sistemático no sistema da razão, a prosa fina e inteligente deste livro contribui não apenas para a compreensão da filosofia de Kant, como também para um claro entendimento da polêmica filosófica do século XIX em torno dela.
Pedro Paulo Pimenta nasceu em 1970, em São Paulo. É graduado em Filosofia pela Universidade de São Paulo (1994). Possui mestrado em Filosofia pela Universidade de São Paulo (1997) e doutorado em Filosofia pela Universidade de São Paulo (2002). Desde 2004 é professor-doutor da Universidade de São Paulo. Traduziu textos de Joseph Addison, Franz Hemsterhuis, John Locke e David Hume.
“Pedro nos adverte para uma última e decisiva renúncia de todo dogmatismo, quando aponta para a limitação da razão no campo da teleologia. Ou seja, é porque a razão é limitada que não se pode passar de uma consideração finalista da natureza para a afirmação da existência objetiva de um autor moral do mundo”. Maria Lúcia Cacciola
"Porque o imperativo categórico ordena incondicionalmente, i.e., é puramente racional, independente de toda inclinação, ele deve valer para todo ser racional. Não se pode conceber, assim, que "a realidade deste princípio" derive da "constituição particular da natureza humana" (FMC, A59), em si mesma limitada e imperfeita. E, como já foi indicado anteriormente, é na razão enquanto faculdade do sujeito que deve se fundar esse princípio. É somente quando vê a si mesmo como ser racional, ou seja, enquanto observa e segue a lei moral, que o sujeito poderá evitar "o desprezo de si mesmo e a execração íntima" (FMC, A60). Desprezo de si mesmo que advém, segundo Krüger, de uma recusa da observância da lei moral que redunda na ignorância do caráter propriamente racional do sujeito, pois a moralidade implica que "o sujeito exista não somente como ser sensível dotado de razão, mas como ser somente racional" (Critique et morale, op. cit., p. 93)"