poesia > Re-Habitar - Ensaios e PoemasGary Snyder é considerado um dos principais poetas norte-americanos em atividade. E é certamente o mais influente. A sua atuação, não só como poeta e pensador, mas como inspirador e figura central da geração Beat e da contracultura americana, ajudou a construi muito do que nosso mundo tem de melhor, como a consciência ecológica e a valorização das culturas orientais e nativo-americanas.
Este livro reúne mais de 50 poemas do autor e 8 ensaios, criando um extenso panorama de sua obra, na brilhante tradução de Luci Collin, feita com acompanhamento direto do autor.
Gary Snyder nasceu em 8 de maio de 1930, em São Francisco, California.
É considerado um dos expoentes da literatura Beat, tendo participado, em 1955, da leitura na Six Gallery, ao lado de Allen Ginsberg e Michael McClure, entre outros.
Naquela época, fica amigo de Jack Kerouac, que escreve um livro, “Dharma bums” (editado no Brasil pela L&PM, com o título de “Vagabundos iluminados”), retratando-o como personagem principal, sob o pseudônimo de Japhy Ryder. Depois disso, morou por anos num monastério no Japão, se engajou na contracultura americana e atualmente mora numa comunidade no interior da California.
Gary Snyder é reconhecido como um dos grandes poetas em atividade nos EUA, tendo ganho, em 1974, o prêmio Pulitzer por seu livro “Turtle Island”.
Gary Snyder mantém uma lucidez e uma obra essenciais para o benefício de toda a nossa vida comum, com generosidade, precisão e constância. Se poesia significa alguma coisa, e significa, a de Snyder nos recobra esse sentido continuamente.
Robert Creeley
"Quando criança falei com o velho índio Salish algumas vezes, ao longo dos anos, quando ele fazia as visitas – então, de repente, ele nunca mais voltou. Eu percebia o que ele representava, o que ele sabia, e o que significava para mim: ele sabia, melhor do que qualquer outra pessoa que eu tivesse conhecido, onde eu estava. Eu não tinha nenhuma noção de uma herança de branco americano ou europeu que oferecesse uma identidade; eu me definia pela ligação com o lugar. Mais tarde também compreendi que “língua inglesa” é uma identidade – e depois, através dos livros, recebi a visão cultural e histórica completa – mas nunca esqueci ou abandonei aquele princípio, o “onde” do “quem somos nós?”."
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