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Capa Polivox
  • Preço
  • 26.00
  • Nº Páginas
  • 154
  • ISBN
  • 9788588338081
ApresentacaoAutorLivroFragmentos

poesia > Polivox

O título deste terceiro volume de poemas de Rodrigo Garcia Lopes, Polivox, é bem condizente com o seu conteúdo: nele, o autor pesquisa com grande vitalidade e consistência as diversas vozes da poesia contemporânea, indo do experimentalismo gráfico ao soneto, e passando inclusive pelos hai-cais de seu alter-ego Satori Uso (literalmente Falso Brilhante). Um livro de largo fôlego experimental, que merece ser lido e relido com atenção, como quase um oráculo da poesia de nosso tempo.
Rodrigo Garcia Lopes nasceu em Londrina (PR), a 2 de outubro de 1965. É poeta, jornalista e tradutor, e co-edita, atualmente, a revista literária Coyote. Traduziu Rimbaud, Sylvia Plath, Laura Riding e Walt Whitman, entre outros. Em 1996, publicou o livro Vozes e Visões, com entrevistas de artistas norte-americanos. É autor dos seguintes livros de poesia: “Solarium” (1994); “Visibilia” (1997); “Polivox” (2002); e “Nômada” (2004).
Rodrigo Garcia Lopes, o “Satori Uso”, é um dos mais notáveis poetas paranaenses da safra novíssima. Me impressiona a falta de provincianismo, a abertura cosmopolita, a coragem da informação difícil, o extremo atrevimento desse londrinense, nada indigno do pioneirismo que levantou, naquela terra vermelha, a cidade mais rápida do Brasil. Paulo Leminski
POLIVOX Não há nenhuma voz que seja a minha nesta manhã sendo desperto pela máquina-de-lavar, pássaros em gaiolas de vento & Villa-Lobos Outras vozes a intersectam e se mixam Com a foz das frases que ainda estou a escrever e que lentamente olham para mim, me reconhecendo. E outro sopro de silêncio nos reanima. Línguas colidem na toxina das ilhas no exílio de todos os caminhos (que no entanto não se bifurcam. Escondem- se — no ontem onde deságuam — num tumulto de ecos, reflexos numa gruta). Será a poesia a arte da escuta?