literatura > Patty DiphusaPatty Diphusa, estrela pornô internacional, é convidada a relatar suas memórias devassas em uma revista pós-moderna. Contando suas experiências íntimas, a personagem reflete sobre a cena de Madri na década de 1980, regada a sexo e drogas. Livro de estréia do consagrado cineasta Pedro Almodóvar, Patty Diphusa foi publicado originalmente como uma deliciosa série de contos na revista espanhola La luna.
Pedro Almodóvar é o grande cineasta espanhol que emergiu da cena da movida madrilenha nos anos 80. Almodóvar nos brindou com filmes como "Mulheres à beira de um ataque de nervos", "Kika", "Carne trêmula", "Fale com ela" e "Má educação". "Volver", seu filme mais recente, é um dos carros-chefe do Festival do Rio 2006.
"Patty Diphusa" pertence à época (anos 80) em que Almodóvar se desdobrava como autor de contos, quadrinhos, fotonovelas e curtas-metragens, além de cantor.
Esta nova edição brasileira traz quatro novos capítulos, escritos nos anos 90, em que Patty Diphusa analisa a sua condição de mito. No último capítulo, Patty comparece às filmagens de "Kika" para bater boca com o próprio Almodóvar. Imperdível.
Que eu seja violentada por dois psicopatas, tudo bem. Mas que depois me deixem largada em Casa de Campo, de madrugada, com cara de vampiro de filme mexicano, não suporto.
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Lá longe, vi uma luz. Como tenho reflexos rápidos, me joguei na rua para obrigar o carro a parar. Com a visita de tantos extraterrestres, as pessoas evitam dar caronas em circunstâncias estranhas. Era um garoto. "O que houve?", perguntou. "Deixa eu entrar e prometo que conto tudo", respondi. E logo contei tudo, inclusive coisas que não aconteceram. No meu relato, não eram meros assassinos, mas um conjunto de heavy metal basco, todos fortes, altos, com belos olhos, e barba, inclusive um dos violadores era irmão da Miss Espanha 83 que, como todo mundo sabe, é basca. É claro que, além de roqueiros, eram também terroristas. Me saí muito bem, como essas Sacerdotisas do Vício que aparecem no SALÓ de PASOLINI. Fui tão explícita que eu mesma me excitei muitíssimo, pensando no que poderia ter sido aquela noite se tudo tivesse sido de verdade, porque EU, não sei se vocês já se deram conta, sou uma mulher que não teme o PRAZER. Enquanto eu falava, mexi distraidamente na sua braguilha e comprovei que estava tão excitado quanto eu.
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