teatro > A Navalha na CarneEm 1968, a peça "A Navalha na Carne", de Plínio Marcos, foi proibida pela censura.
Como forma alternativa de divulgar a obra, o elenco original - Paulo Villaça, Ruthinéia de Souza e Edgard Gurgel Aranha - se reuniu com o escritor Pedro Bandeira e criou uma encenação fotográfica da peça, que foi transformada em livro.
Como uma das homenagens aos 70 anos do nascimento de Plinio Marcos, um dos maiores dramaturgos brasileiros de todos os tempos, a Azougue está republicando, em edição fac-símile, esta encenação que traz, mesmo para os dias de hoje, um trabalho gráfico original e inovador.
Plínio Marcos é um dos maiores dramaturgos brasileiros, autor de obras-primas como "Barrela", "Dois perdidos numa noite suja", "A navalha na carne" e "O abajur lilás". Foi um dos artistas que mais sofreu com a censura.
O livro é um fac-símile da edição original, trazendo um trabalho gráfico arrojado mesmo para os dias de hoje. O livro é preto-e-branco, com mistura de fontes tipográficas e efeitos sobre as fotos, valorizando cada palavra escrita por Plínio Marcos. Às vezes, o livro lembra uma história em quadrinhos; outras, uma obra da pop art.
Você é uma trouxa mesmo! Entra sempre em canoa furada. Me divirto às tuas custas. Quer dizer que grudou essa onda de velha? Porra, está na zona um cacetão de tempo e não aprendeu nada? Que paspalha! Quer dizer que você me acha o rei dos otários? Devia te bolachar por essa. Mas, deixa pra lá. Você já está queimada. Deixo barato. Não vou criar caso. Mas, vê se ti manca. Pôxa, você acha que se eu te achasse coroa jogada fora ia estar aqui esticando o papo? Me mandava sem dizer nada. Dava um pinote em tu nunca saber por quê. Assim que é.
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