ensaio > Hannah Arendt e os Limites do NovoHannah Arendt teve como referência aquele que considera o mais importante evento do século XX: o totalitarismo.
Diante dos horrores decorrentes de tal evento e da certeza de que “tudo é possível”, o mundo não poderia mais ser visto com os mesmos olhos.
Em contraponto a esta referência, formulou uma teoria política centrada na capacidade do homem de agir politicamente e de criar novos começos.
Ao tratar como se elabora esta teoria, "Os Limites do Novo" se torna uma análise viva e atuante do pensamento arendtiano.
Formada em Direito e Ciência Política, Maria Aparecida Azevedo Abreu prepara seu doutorado em Ciência Política pela Universidade de São Paulo.
Uma crítica informada e sem rodeios aos limites dos usos atuais da filosofia política de Hannah Arendt. Na clareza de seus propósitos, o livro de Maria Aparecida tem, sem dúvida, a vocação da obra destinada a figurar como referência para os estudos da ciência política brasileira.
Marcelo Jasmim
Se há algum sujeito coletivo no espaço político ele surge com a ação. E este sujeito coletivo pode possibilitar a liberdade de cada indivíduo que o compõe e ser o titular do poder. Mas não é, ele próprio, o sujeito da ação. Nem poderia ser diferente. Se a ação política genuína tal como formulada por ela não tem relação forte com o interesse, nem com a vontade, como poderiam, no âmbito dessa ação, formarem-se sujeitos coletivos?
![]() ![]() ![]()
|