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Capa O Gerifalto
  • Preço
  • 26.00
  • Nº Páginas
  • 154
  • ISBN
  • 9788588338012
ApresentacaoAutorLivroFragmentos

poesia > O Gerifalto

Embora seja mais conhecido como dramaturgo, principalmente pela sua parceria com Antonio Bivar na década de 1980, Celso Luiz Paulini era um poeta de mão cheia, autor de uma poesia refinada e de grande beleza, admirada por nomes como Rubens Rodrigues Torres Filho, Dora Ferreira da Silva e Antonio Fernando de Franceschi. Mas essa poesia permaneceu restrita a um pequeno público, conseqüência das edições quase caseiras de seus livros e da timidez do autor. Esta edição póstuma, organizada por Sergio Cohn, traz pela primeira vez a público a sua poesia completa.
Celso Luiz Paulini nasceu em Jaú, no interior de São Paulo, em 28 de setembro de 1929. Passou a maior parte da sua vida em São Paulo, onde se formou em Letras Clássicas pela USP. Dramaturgo, é autor de “Croquetes a Lord Byron”, “Coração na boca” e “Raposas do café” (esta última em parceria com Antonio Bivar), entre outras peças. Como poeta, participou da “Antologia dos novíssimos”, editada por Massao Ohno em 1961, e publicou três livros: “O Gerifalto” (1963); “O Gerifalto – primus et secundus” (1979) e “Vênus no telhado” (1988). Faleceu em 21 de agosto de 1992.
Conste então na história da lírica brasileira: veio alguém para mostrar que há outros caminhos de despojamento, igualmente rigorosos, além daquele que foi aberto por Cabral na Terceira Feira. Rubens Rodrigues Torres Filho
ASPIRAÇÃO Mais o rio em seus meandros do que a vida em suas tramas Mais o gesto do que o drama Mais a sede do que a boca que em secura se consome Mais a fome. Mais as mãos que não se encontram do que mãos apaziguadas Mais o corpo – gozo em sonho – do que este desvelado Mais o nada do que a vida E se vida, a mal-vivida, esta grande depojada, A que escreve em seu epitáfio: “Não houve nada”.