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Capa Etnopoesia do MilênioComprar Livro Etnopoesia do Milênio
  • Preço
  • 42.00
  • Nº Páginas
  • 256
  • ISBN
  • 9788588338517
ApresentacaoAutorLivroFragmentos

poesia > Etnopoesia do Milênio

A etnopoética, muito mais do que um simples registro de expressões orais tradicionais, é uma proposta de ampliação do que consideramos como poesia, ainda muito centrada na tradição greco-romana. Ao incluir no cânone ocidental a poesia de nativos americanos, africanos, orientais e ciganos, ao lado de nomes como William Blake e Arthur Rimbaud, a etnopoética permite que se renove a nossa própria expressão, num movimento que retoma o melhor das vanguardas. Esta antologia de ensaios, Etnopoesia do Milênio, de Jerome Rothenberg, idealizador da etnopoética ainda na década de 1960, é a maior já realizada no mundo, e traz uma reflexão atuante e inovadora sobre a poesia tradicional e contemporânea.
Nascido em 1931, Jerome Rothenberg participou do movimento beat junto a nomes como Gary Snyder e Michael McClure – ambos já editados pela Azougue Editorial na mesma coleção. Além de sua própria e prolífica produção, editou a antologia de poesia dos cinco continentes Técnicas do sagrado em 1968; co-editou a primeira revista de etnopoesia, Alcheringa, a antologia Agitando a cabaça (1972) e muitas outras.
“Etnopoesia do milênio” foi organizado por Sergio Cohn e traduzido por Luci Collin. A capa foi elaborada pela artista plástica Monica Carvalho, com os mesmos motivos naturais do restante da coleção beat.Os textos de Etnopoesia no milênio datam de 1966 a 2000. São ensaios sobre o fazer (etno)poético e poemas inspirados nesta experiência. No final da edição consta o original em inglês dos poemas, além de uma entrevista e um perfil de Rothenberg.
De modo crescente, o modelo, o protótipo do poeta se tornou o “xamã”: o solitário e inspirado funcionário religioso do paleolítico tardio. Em parte, isto se deve ao nosso próprio envolvimento com o tipo de performance solitária e superior que há pouco descrevi. Mas também há um segundo lado disto: o visionário & extático, & talvez um terceiro: o comunal. Não me concentrei nestes dois últimos (embora eles sejam, de alguns modos, o verdadeiro cerne da questão), mas tentarei focalizar o modo do xamã (proto-poeta) agir/falar/cantar: sua performance. Num sentido mais profundo, usualmente até mesmo mais confuso, o que temos aqui é a busca de uma base primitiva: um desejo de ignorar uma civilização que se tornou problemática & retornar, brevemente, com freqüência por procuração, às origens de nossa humanidade. Voltando no tempo continuamos encontrando diversidade & ainda, talvez porque estejamos analisando isto do lado errado, o quadro que emerge é de uma cultura intertribal e universal (&, por trás disto, uma poética) que tem várias características discerníveis e definíveis.