cinema > Espelho Partido - Tradição e transformação do documentárioLivro considerado um marco no estudo do documentário no Brasil, Espelho Partido discute a evolução do documentário desde os primórdios do cinema até os tempos atuais, incluindo um olhar sobre os realizadores brasileiros contemporâneos, como Eduardo Coutinho, Jorge Furtado e Arthur Omar.
Silvio Da-Rin nasceu no Rio de Janeiro em 1949. Cineclubista aos 16 anos, tornou-se documentarista e dirigiu diversos filmes e vídeos, entre eles Fênix, Príncipe do Fogo e Igreja da Libertação. Técnico de som direto, participou da equipe de cerca de 150 produções cinematográficas. É mestre em comunicação pela ECO-UFRJ.
Em “Espelho Partido – tradição e transformação do documentário”, o cineasta Silvio Da-Rin recupera “o sinuoso caminho que a idéia do documentário percorreu ao demarcar seu território no continente do cinema”. No certeiro prefácio, João Moreira Salles esclarece que “ao expor como a tradição documental enfrentou (e enfrenta) a questão epistemológica, Da-Rin oferece ao leitor brasileiro a primeira história do documentário publicada entre nós.Amir Labaki
Não existe método ou técnica que possa garantir o acesso privilegiado ao real. Uma vez que não se pode conhecer a realidade sem estar mediado por algum sistema significante, qualquer referência cinematográfica ao mundo histórico terá que ser constituída no interior do filme e contando apenas com os meios que lhe são próprios. Sob este aspecto, o documentário é um constructo, uma ficção como outra qualquer.
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